quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um retrato sob o olhar de Lucian Freud

Lucian era neto do alemão Sigmund Freud, filho do arquiteto Ernest Ludwig Freud e Lucie Brasch. Teve irmãos que também deixaram seu legado na sociedade, como na literatura e política. Seu pai veio fugido, para Londres, por causa do movimento antissemitista nazista.

 Estudou na Central School of Art,em Londres e na Universidade londrina GoldSmith. Mais tarde teve de ir para o exército, servir como marinheiro, no entanto logo saiu por motivos invalidez.

Na volta teve a sua primeira exposição na Lefreve Galerie, em 1944. Fez alguma viagens mais tarde, mas acabou se fixando em Londres definitivamente.
Lucian Freud tem um jeito muito peculiar de retratar. Faz parte de um mistério saber como ele enxerga cada pessoa. Seus retratos não são comuns (não são comuns se tratando da técnica e não são comuns se tratando da sua poética).
Usava uma técnica chamada água-escura. O que dá ainda mais particularidade ao seu trabalho.

Ele retrata as pessoas, ao seu modo de ver, não simplesmente como são fisicamente ou como elas mesmas gostariam de ser retratadas. Lucian é famoso por considerar a sua própria interpretação de cada uma delas em suas representações. Alguns de seus traços ele deixava mais forte, em outros quadros os olhos maiores, em outros dava importância àquilo ou aquilo-outro. Tudo para mostrar, a realidade que ele entendia sobre cada pessoa.

Por parte de seus modelos sempre vinha algum tipo de observação, sobre o modo de LF retratar: “Ele sempre chegava muito perto para observar cada detalhe do rosto”. Seus modelos, numa ocasião dessas, sempre ficavam tensos. Não pra menos! Os rostos dos desenhos sempre tinham uma aparência inquieta e assustada.

Casou-se cedo e teve duas esposas. De quem fez retratos e nunca faltou inspiração. Sua primeira esposa reclamava de sua maneira de retratar. Dizia que não era verídica! No entanto o sucesso de Freud se deu exatamente por essa maneira latente e diferente de representar alguém.

Um retrato: aquilo que, teoricamente ou por julgamento de outras pessoas, deve representar com eficiência a aparência e até mesmo a personalidade (mesmo que superficialmente) do retratado. Só que no caso de Freud ele colocava uma boa dose de si mesmo nesta representação do outro. Suas pinceladas eram fortes, quando havia tela e tinta óleo. Pintava mulheres e homens nas mais variadas posições. Os recebia em seu ateliê e lá eles voltavam por muitas vezes, pois Lucian era um detalhista meticuloso. Não ousava assinar um quadro enquanto não estivesse completo em sua riqueza de minucias.


Atualmente está rolando, no Masp um expo de Lucian Freud: “Corpos e Rostos”. A exposição está muito boa e vale a pena ser vista. Vai de 28 de junho de 2013 a 02 de fevereiro de 2014. Nesta visita vemos fotos de Lucian, por David Dawson. Um fotógrafo bem conceituado, que buscava mostrar toda a dramaticidade do trabalho de Freud.


Publicado também em:

http://aodcnoticias.blogspot.com.br/2013/10/um-retrato-sob-o-olhar-de-lucian-freud.html




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Expostos próximos

Expostos em cima e Expostos embaixo. Imagens tão diferentes.
Junto com um, outro corpo, díspar dos que estavam em pé, desce a nível de equivalência.
Embaixo estavam os dois corpos em ações equivalentes.
Tímido, apenas um abria contato visual. O outro dava contato para aqueles que estavam em pé.
A beleza estaria naquilo, às vezes, longínquo a menos de um metro.
Sem o olhar esperado, só mantinha a progressão mental do que poderia acontecer.

Percebi que sonhei...

quando aquilo que me mantinha acordada,
pensei não ter ouvido
e apareceu no meu sonho.

ligue para nada

Nao ligue para nada..
Apemnasd e estude estude estude estude estude esstude

Vem raiva
trizeza
desarmonia
solidão
jovialidades
ódio
deescrença
tédio
bonitezas
inveja
terror
medo
asco
repulsa
alegria
tempero
cheiro

Não ligue pra nada,....
Engana-se

Estudo estude esstude estude...

não descanse e estude estude estude..,,.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tic, Tic, TIC...

Falava como se fosse alguém ítalo-brasileiro. Mãos se levantavam, olhava para cima, gritava e girava em si mesma.

Um anel grande que, aparentemente, se abre e fecha, como um relicário, estava em seu dedo e batia, freneticamente, uma parte na outra, assim como um lábio dela no outro, na medida que o corpo todo mexia.

Tic, Tic, Tic...Fazia o anel.

Num súbito fez com a mão de anel a imitação da maçã de Newton caindo sobre a própria testa.

Estranho o "TIC", imprevisivel, se fazer ouvir. Na verdade o som que deveria se ouvir da ponta dos dedos na cabeça era nenhum.

Tic, Tic, Tic...Fazia (sempre) o anel.

Poético e Visual

Duas palavras que, se colocadas juntas, podem expressar clichês eloquentes.
Qualquer pessoa que se meta a escrever algo pela primeira vez cairia neste velho clichê de adicionar essas duas palavras. Não que seja alvo de críticas, pois isso vem da disposição de cada escritor. 
As palavras “poético” e “visual” são daqueles tipos que podemos colocar como título de um texto, usar como um critério de avaliação ou mesmo um embasamento para crítica de algo que está sendo recitado, cantado... Falado numa conversa de bar.
Se pensadas de formas separadas devem ter tanto sentido quanto qualquer outra palavra adornada, que expresse a mesma coisa. Suas simplicidades, um tanto explícitas, acabam se tornando, aparentemente, batidas ou banais. Mas se as duas palavras se tornarem um critério, por exemplo, teremos certeza, pela frente, de um belo e estruturado texto.
Poético, se trata daquilo que dá o tom na prosa, poesia... Em qualquer período ou gênero literário. Trato da poética, como aquele elemento que chama a escrever e ler, que não necessariamente tenha, mas que também tenha aquele algo visual.
Visual, como a descrição do “cabelo solto e olhos ávidos da menina”. A descrição que dá a “viveza”, inanimada ou não, aos personagens e coisas que estruturam a história.
Não são donos de, irrefutavelmente, lindas descrições aqueles que se dizem escrever melhor ou que são autores consagrados ou não, são donos de boas descrições aqueles que fazem uso de seus próprios juízos e formas. Aquele que tem sua própria linguagem, mesmo a maioria destes sendo bons autores.
Não são palavras para serem levadas como aquelas ditas por todos. Sim um todo que deve saber como dizê-las, usá-las.
Não sou nem de longe uma formanda em literatura ou letras. Neste texto, exclusivamente, minha poética foi esta. De escrever minha visão/opinião sobre um assunto, por mim, considerado importante.