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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

erro genético

Com o embalo do corpo na música,
mantém abertos os olhos que semi vêem e fantasiam a realidade, sem os óculos de sempre.

Se sente agradecida pelo erro genético
estar na falta de visão,
que faz a verdade não ser nítida,
quando se tiram as lentes de correção.

domingo, 25 de agosto de 2013

Expostos próximos

Expostos em cima e Expostos embaixo. Imagens tão diferentes.
Junto com um, outro corpo, díspar dos que estavam em pé, desce a nível de equivalência.
Embaixo estavam os dois corpos em ações equivalentes.
Tímido, apenas um abria contato visual. O outro dava contato para aqueles que estavam em pé.
A beleza estaria naquilo, às vezes, longínquo a menos de um metro.
Sem o olhar esperado, só mantinha a progressão mental do que poderia acontecer.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Poético e Visual

Duas palavras que, se colocadas juntas, podem expressar clichês eloquentes.
Qualquer pessoa que se meta a escrever algo pela primeira vez cairia neste velho clichê de adicionar essas duas palavras. Não que seja alvo de críticas, pois isso vem da disposição de cada escritor. 
As palavras “poético” e “visual” são daqueles tipos que podemos colocar como título de um texto, usar como um critério de avaliação ou mesmo um embasamento para crítica de algo que está sendo recitado, cantado... Falado numa conversa de bar.
Se pensadas de formas separadas devem ter tanto sentido quanto qualquer outra palavra adornada, que expresse a mesma coisa. Suas simplicidades, um tanto explícitas, acabam se tornando, aparentemente, batidas ou banais. Mas se as duas palavras se tornarem um critério, por exemplo, teremos certeza, pela frente, de um belo e estruturado texto.
Poético, se trata daquilo que dá o tom na prosa, poesia... Em qualquer período ou gênero literário. Trato da poética, como aquele elemento que chama a escrever e ler, que não necessariamente tenha, mas que também tenha aquele algo visual.
Visual, como a descrição do “cabelo solto e olhos ávidos da menina”. A descrição que dá a “viveza”, inanimada ou não, aos personagens e coisas que estruturam a história.
Não são donos de, irrefutavelmente, lindas descrições aqueles que se dizem escrever melhor ou que são autores consagrados ou não, são donos de boas descrições aqueles que fazem uso de seus próprios juízos e formas. Aquele que tem sua própria linguagem, mesmo a maioria destes sendo bons autores.
Não são palavras para serem levadas como aquelas ditas por todos. Sim um todo que deve saber como dizê-las, usá-las.
Não sou nem de longe uma formanda em literatura ou letras. Neste texto, exclusivamente, minha poética foi esta. De escrever minha visão/opinião sobre um assunto, por mim, considerado importante.